Esse blog foi ótimo enquanto durou mas a fase que eu estava com ele terminou quando a cidadania chegou, no bom sentido é claro!

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Abraços!!

Aconteceu segunda-feira. Domingo teve almoço de comemoração com os amigos queridos que puderam estar presentes. Uma das amigas trouxe até presente!

Gifted

Chegando em casa na volta do almoço teve bate-papo com a mãe, tentar distrair do nervoso. Eu pensei que ia lidar com essa mudança muito mais tranqüilamente. Eu não vou ser hipócrita não. Pra nenhum dos dois lados. Eu só tirei a cidadania britânica porque a lei assim me obriga a fazer pra morar onde eu bem entendo no momento. Se eu pudesse continuar aqui com o meu passaporte brasileiro, provavelmente não teria me dado ao trabalho, nem gasto o dinheiro (que não é pouco) pra conseguir mais esse pedaço de papel na minha vida. Mal sabia eu que o que me esperava na volta da cerimônia era muito mais que um pedaço de papel.

Mas confesso que fiquei nervosa. O fato de virar cidadã de outro país me fez pensar no meu passado, de tudo que vivi pra chegar aqui, desde a “desmamada da mãe”  (e isso inclui pai, irmãos, amigos) já que eu sempre fui caseira, tímida e anti-social pra vir morar num país gelado. Talvez pra quem tem espírito aventureiro ou quem teve outra cidadania automaticamente por parentesco, o impacto não tenha sido tão grande.

Mas comigo foi diferente. O processo, por lei, exige que a pessoa tenha morado aqui legalmente e com visto de residência por no mínimo 5 anos. O meu primeiro ano foi sob visto de turista, os 5 anos do meio foram vividos felizes, sem grandes surpresas e recheados de viagens. Mas os dois últimos foram esperando a decisão do Home Office (equivalente à Polícia Federal no Brasil) sobre o meu visto permanente. E junto com esses dois anos, a separação. O que resultou num processo longo, duvidoso, com períodos de incerteza, tristeza, mudanças, alegrias e a vida voltando ao normal novamente (clique aqui pra ler a história toda) clichê , eu sei, mas a verdadeira montanha russa.

Acho que tudo isso me fez perceber que eu estava conseguindo essa cidadania pelo meu próprio mérito. De ter compensado as coisas ruins que aconteceram com as coisas boas. Ter resistido fazer as malas e partido pra debaixo da saia da mãe como o instinto mandava. Ter tido paciência e a certeza que tudo dá certo no final. E deu!

O nervosismo bateu de leve, o sono foi um pouco agitado, mas consegui descansar. Antes de dormir aprendi e ensaiei o primeiro verso do hino da Grã-Bretanha (que é o que é cantado em atos oficiais). Enrolei com o “Long live our Noble Queen” até a hora que entendi o Mr. J cantando “purple Queen” e agora nunca mais esqueço :)

Segunda acordei mais calma e sonolenta. Tomei banho, arrumei o cabelo, maquiagem, coloquei o brinquinho do Brasil (na carta-convite eles explicavam que podia ir de traje do país, mas eu não tinha fantasia de Carnaval, nem roupa de Bahiana comigo :-D ) os sapatos que minha mãe me deu quando fui ao Brasil na última vez.

Stepping forward

O trajeto deveria demorar 15 minutos segundo o GPS, e foi o que demorou. Chegamos lá com 20 minutos de sobra. Esperamos a Mrs. Q, do lado de fora, eu tava com medo que ela – que normalmente tem medinho de dirigir – ia se enrolar pra estacionar.

Quando deu a hora do Registro, chamaram, fizemos a fila e tínhamos que assinar a lista de presença e preencher o cartão de votação. Sim, agora eu posso votar :-bd Esperamos mais 20 minutos e nos chamaram pra ir pra sala de espera, que tinha toda pompa e circunstância. E mesa da café da manhã, com suquinhos, chá, café e biscoitos.

Waiting Morning hunger

Fomos chamados pra sala onde o evento – que era ainda mais chique que a sala de espera – aconteceria 20 minutos depois. Eu fui a primeira a ser chamada e a primeira a sentar na cadeirinha almofadada. Depois um por um das outras 19 pessoas (eram pra ser 20 mas um rapaz foi mandado de volta pra casa porque tava vestindo jeans e tênis) e por último os convidados – aliás Mrs. Q. chegou no último segundinho antes de começarem a explicação de como tudo aconteceria.

Beth It is happening

A mocinha que conduziu a cerimônia era uma simpatia. Explicou em clima descontraído como tudo ia funcionar e que demoraria uns 5 minutos pra começar. E dali 5 minutos começou.

Ao som de “Rule Brittania” a vice-prefeita da regional entrou na sala. Com roupa oficial (que parecia uma beca de formando, e no pescoço um medalhão em uma faixa verde e amarelo) ela entrou, sentou, deu as boas-vindas e explicou o que significava os novos direitos que estávamos recebendo e as responsabilidades que vinham com eles. No meio do texto, meus olhos encheram de lágrimas. Lágrimas de felicidade.

Era uma vitória eu estar ali. Era a representação viva de que eu consegui resistir o pior que já me aconteceu na minha vida, dei a volta por cima, com a ajuda da minha família, dos meus amigos na Inglaterra, no Brasil, no mundo, e claro, com a companhia sempre paciente, incentivadora, presente, compreensiva e maravilhosa de Mr. J. Eu dei a volta por cima, consegui perceber que tudo que é ruim um dia passa. Mantive, como eles dizem aqui, “os olhos no prêmio” e consegui. O prêmio era conseguir o pedaço de papel pra me deixar ficar aqui. Quando e por quanto tempo quiser. E se quiser ir pra outros países da Europa tentar a vida lá. E proporcionar a chance da minha família vir me visitar quando quiserem. Dos meus sobrinhos – que hoje são crianças – virem visitar a madrinha e a tia Lelei, aproveitar o que a Europa tem de bom pra oferecer, conhecer outras culturas, outros climas, outras comidas…

Meu coração bateu mais forte, e logo tive que voltar a mim. Era hora de levantar e dizer meu nome. Inteiro. Pra quem não sabe, eu tenho 5 nomes. Era o mais longo da turma, claro. Como sempre foi. E eu falei em tom alto e orgulhoso, um por um. E sentei. Sequei as lágrimas. Ouvi todo mundo falar seus nomes. Quando o último terminou, era hora do juramento. Juramos – todos em uma só voz – obedecer às leis da Rainha e seu Reino. Proteger à Rainha e aos seus herdeiros. Sentamos.

E chegou a hora de finalmente pegar o pedaço de papel tão esperado, tão suado, tão chorado, tão comemorado. Eu fui a primeira. Chamaram meu nome e o país de onde venho. O país que divide meu coração e que me faz falar que vou “pra casa” quando vou passar férias na terra tupiniquim. Peguei o papel e foi como se não estivesse ali. Tava mesmo? Era verdade?

Era. Sentei. Li o certificado. Abri a pastinha. Dentro dela um porta-passaportes pra quando eu pegar meu passaporte bordô, instruções de como assim o fazer e uma cartinha da Secretária do Home Office. Era verdade.

Todo mundo foi chamado um a um. Quando terminou, recebemos os parabéns. E cantamos o hino. A vice-prefeita fazia sinais animados para cantarmos mais alto. Gritei o hino, assassinei o coitado, mas a felicidade era grande demais pra me importar em não fazer feio.

Salva de palmas. Sair da sala. Beijo na bebê L. e na Mrs. Q mãe dela. Mais fotos. Tira foto do papel pra provar que é de verdade se alguém duvidar :-D

Mrs Q. precisou ir embora porque a faxineira a esperava (na verdade não esperava porque ligou depois falando que tava doente) mas eu tava tão feliz que ela tava lá. Ela é uma das minhas amigas daqui que considero como irmã mesmo.

Mr J e eu fomos a um restaurante italiano que oferece desconto na hora do almoço. Comemos lula à milanesa de entrada e pasta de prato principal. Paramos no supermercado comprar janta. Hora de voltar pra casa.

Mandei fotos pros amigos e pra família. Sem eles eu não teria tido essa conquista. Infelizmente algumas pessoas que foram parte da jornada (e aquela pessoa que foi a responsável pela minha vinda pra cá) tiveram que ficar de fora da comemoração, em conseqüências de seus próprios atos e acima de tudo suas escolhas de terem cortado os laços comigo. Triste, mas eu entendo, aceito, e sigo minha vida feliz, sem rancor e sem mágoas. Não há tempo nem energia para o passado que quis ficar pra trás quando o presente é tão gratificador.

E comecei a trabalhar. Como se fôsse qualquer outro dia qualquer. Mas qualquer outro dia qualquer, isso não foi.

Agora, sou uma Brasileira, com dupla cidadania Britânica. Sou cidadã de dois lugares. Um que me acolheu por 21 anos como meu lar, meu berço, e ainda me acolhe nas horas que a saudade aperta. E o outro que escolhi por 8 anos (até agora) como minha morada, meu futuro, até quando, e se, a vida virar outra esquina novamente.

\:D/

Sábado foi o casamento de T&A, um casal de amigos de Mr. W – vulgo Mr.J   ;)) . Aliás, posso falar que ela é muito fofa porque ela é sempre simpática comigo. No casamento de N&F depois de uns vinhos a mais, ela falou pro Mr. W enquanto eu não tava perto que se ele  me largasse um dia, ela me adotaria. :> O marido dela nunca se enturmou muito comigo eu acho que nem lembro da voz dele, mas ele é simpático também e pelo menos nunca me olhou torto ou de forma julgadora, o que no meu mundo sigifica que é gente de paz e é permitido ser meu amigo, até que e se provar o contrário.

Foi a T que me chamou pra despedida de solteira dela, a hen night. Aqui não existe essa de chá de cozinha só com as amigas onde tem brincadeira e castigos. Aqui a mulherada sai pra farra mesmo, do mesmo jeito que os homens. É uma última noite de solteira, onde elas – normalmente –  bebem, vestem algo engraçado (as outras meninas podem vestir algo engraçado também ou não é opcional). No caso dela, as bridesmaids arrumaram essa fantasia de banana!

A noite  da hen night começou às 5 da tarde em um pub no Centro de Londres. Foi lá que mandaram ela colocar a fantasia (que aliás ela a-mou!) distribuíram as bugigangas (tinha apito em formato de pênis, canudinho em formato de pênis e bicos de galinha de plástico pra gente vestir como máscara* Porque hen é galinha em inglês). Quando todo mundo tava lá, chegou o macacão :) Um stripper vestido de gorila. Ele era um negro super em forma e simpático, fez o strip, fez brincadeira com ela, e todo mundo caindo na risada é claro.  De lá fomos – de limousine, minha primeira vez em uma aliás, e adorei ir de turma assim, continuar a festa mesmo mudando de lugar – pra outros pubs, as meninas bebendo, conversando com estranhos (aliás inglês – normalmente  – só fala com estranhos quando tá bêbado ou tá no pânico mesmo), rindo, se divertindo muito.  Depois do último pub, fomos pra um club dançar. Tirei a barriga da miséria, fazia muito tempo que queria sair dançar e dancei muito! Teve até o momento que quase nos expulsaram porque a T queria participar do concurso de dança no palco e eles não queriam deixar :-< Mas conseguimos convencê-los a deixar a gente ficar lá e ela só teve que tirar a fantasia.

Na volta pra casa a limo me deixou em casa, e eu tinha conhecido mais uma turminha de meninas bacanas. Sempre um saldo positivo!

Isso tudo foi no mês passado, Sábado foi o dia do casamento. Como eu falei no post anterior, só fomos convidados pra festa desse casamento. Chegamos atrasados, de novo. Assumimos que o almoço seria tarde como sempre  e como não tinha o horário que a noiva ia chegar da cerimônia no convite, decidimos sair do hotel mais tarde, mas tomar um café da manhã reforçado.

Ledo engano, chegamos lá quando eles já estavam sentando pra comer, à 1:30 da tarde! Perdemos a chegada na noiva na entrada do local (que foi o “quintal” da casa dos pais dela) mas conseguimos sentar com a turminha. O estilo foi picnic, mas tinha uma tenda de circo, e mesas e cadeiras de madeira. Sentamos apertadinhos uns do lado do outro.

Serviram frios, pães, frutas, e na mesa novamente vinho e água. Não comi muito porque ainda estava cheia do café da manhã, mas belisquei uma torta de porco deliciosa e uns quiejinhos e uvas. E chegou a hora dos dicursos. O pai da noiva foi fofo, contou a história de como ela sempre foi criativa (ela trabalha como figurinista pra TV e filmes) e lembrou das pessoas que não podiam estar ali, e as pessoas que vieram de longe.

Pausa pro bolo!

E volta pros discursos! Nesse teve discurso das bridesmaids (foram só duas, e elas não se vestiram iguais) que foi engraçado. As duas amigas lembraram de momentos do passado da noiva, incluindo a hen night. E contaram o fato que ela mostrou a bunda pela janela da limo, o que aparentemente é normal pra ela :)) ! Teria bem mais histórias pra contar, mas melhor deixar pra lá pra preservar a garota, no que ainda dá, hehe.

O discurso do noivo foi fofo, ele contou como a conheceu, mas com detalhes do que ele sentia e como foi difícil quando ele teve que ir morar na Austrália, e listou as qualidades dela e como ele queria ficar com ela pra sempre.
Daí o best man (nesse não teve usher) fez o discurso dele, foi engraçadinho mas teve muita piada redicularizando casamento, o que eu não gosto [-( Sempre acho que acaba colocando no subconsciente dos homens que casamento é uma coisa ruim, e trazendo mais problemas depois no futuro, se o marido fôr meio cabeça-fraca.

Aliás, esqueci de contar no último post, a cada fim de discurso tem sempre o brinde de champagne, e o golinho pra trazer sorte :-j
Depois dos discursos todo mundo se levantou e foi pro quintal, e tinha uma carrocinha servindo sorvetes caseiros. Comi um de rum com passas, meu favorito e super difícil de achar na Inglaterra =P~

Conversamos um pouco, dancei um pouco (eles só tiveram DJ, e as músicas estavam meio devagar), dancei mais um pouco e os noivos foram dançar a primeira dança. Dançaram Crazy do Gnarls Barkley – achei super bacana!
Daí a noite foi de ficar dançando um pouco, conversando um pouco, trocando grupinhos de amigos, conversei com as meninas que conheci na hen night todas super fofas comigo. Às 7:30 da noite mais ou menos chegou a carroça do Fish And Chips! De novo algo descontraído pra noite. O bar foi de graça, tinha vinho, refrigerante, alco pops (bebidas de garrafinhas tipo Sminorff Ice).

À noitinha nos reúnimos ao redor da fogueira, tentando ver a chuva de estrela cadente que ainda estava acontecendo. Mas eu não vi nenhuma (tudo bem porque vi 4 na quarta-feira!) conversamos com o povo, que foi pro hotel de ônibus que os noivos pagaram, mas Mr. W decidiu voltar pra Londres e descansar.

 

 

*Clique em qualquer foto para vê-la maior*

Powind Kale bed

O caminho pro casamento já era demais. Tinha as wind farms que eu acho lindas!

Starter or desert Someone murdered the cheese!

Nesse casamento não teve muitas flores na mesa só o potinho de vidro, mas achei gracioso mesmo assim, ainda mais porque combinava com os noivos que são simples e sem frescura. E alguém matou o queijo!
Edible panda in a box Snow top
Cada mesa tinha seu próprio bolo, com imagens dos fantoches que a T fez quando era criança ainda! O bolo era de frutas com cobertura de marzipan e açucar-glacê.
Light bubbles Candle paper love
Pra noite tinha luzes no teto do Circo e velas em saco de papel no quintal…

Mille hot hot hot Blue flame B&W hot stuff

Minha fascinação por fogo é a mesma que por luzes. Por isso é sempre uma dúvida qual foto escolher

Tínhamos outro casamento pra ir na semana que vem, mas já temos compromisso, segredo por enquanto :-P

Eu particularmente adoro casamentos, e toda vez que perco algum a que sou convidada, me corta o coração, independente do motivo. Emendando com o post anterior, é uma das coisas que eu fico chateada de morar fora do Brasil :((  (no caso da Qris, foi pior ainda, o casamento foi aqui e eu tive que perder porque passei mal depois do vôo longo voltando do Brasil esse ano X( ).

Mas depois de conhecer Mr. J, meu círculos de amigos só aumentou e estou tendo a chance de ir a casamentos novamente :)

A temporada de casamentos aqui no Reino Unido normalmente é no verão. Eu pressuponho que seja devido ao clima, que proporciona casamentos ao ar livre, e com certeza todo mundo fica mais feliz de sair de casa e viajar com um tempo gostosinho e amedo do que sair no frio bate-queixo dos outros meses. O ano passado fomos a um casamento em Agosto e esse ano tivemos 4 convites (tirando o da Qris :-w ) Então nas últimas três semanas tivemos dois casamentos pra ir, ambos no mesmo final de semana – um no Sábado e o outro no Domingo.

Aqui também não é comum  chamar os convidados para a cerimônia e para a festa. É super bem aceito que eles chamem só pra festa (às vezes o cartório  – ou igreja – é pequeno e não cabem todos os convidados, e a festa é normalmente no mesmo dia da cerimônia). Pra esses dois casamentos, nós fomos convidados pros dois eventos.

Casamento N&F: Chegamos na Igreja pro casamento do amigo mais antigo do Mr. J atrasadíssimos. A viagem demorou o dobro do que planejamos e perdemos a entrada da noiva, mas pegamos a leitura dos votos e a assinatura do livro de registros. De lá os noivos saíram dar uma voltinha no carro antigo e tirar fotos e nós fomos pro local da festa, que era um clube de tênis. Muito fofinho, enquanto a gente esperava, tinha canapés deliciosos, champanhe à vontade (e refri de Edelweiss) e o mapeamento das mesas já estava disponível. Nem sentimos o tempo passar e chegou a hora do “almoço” (que normalmente em casamentos aqui é servido entre 4-6 da tarde). Na mesa tinha pururuca de porco, que estava divina! Depois serviram salada de folhas, batatas, uma salada de ervilhas cremosa e leitão (como não tinha vegetariano na nossa mesa não sei o que serviram pra eles), tudo muito gostoso. Na mesa, vinho e água.

Quando terminamos de comer vieram os discursos. Primeiro o pai da noiva (que caiu no choro e me fez chorar também), depois o noivo (que agradece todo mundo que ajudou o casamento ser realizado, incluindo as brides maids*, e fez uma declaração de amor linda pra esposinha nova – até com uma serenata de ukalelê pra ela 8-> ) e depois o best man* que conta histórias engraçadas sobre os noivos. (esse best man até distribuiu fotos deles pequenininhos nas mesas). Não teve sobremesa, mas serviram cupcakes com chá e charutos no jardim, enquanto moviam as mesas pra formar o local de dança e o “bar” (que na verdade eram duas mesas juntas e os amigos revezavam servindo as bebidas). Daí venho uma tradição que acho fofa, a primeira dança dos noivos como marido e mulher. Eles dançaram ao som de Take That – Could it be magic. Eles tinham um grupo de três pessoas tocando musiquinha ambiente e me decepcionei um pouco que não foi mais agitado e todo mundo ficou meio envergonhado de ir dançar, mas arrastei o Mr J. pra uma das músicas mesmo assim. Depois disso, foi só aproveitar o bar que (que raramente é) de graça. Tinha cerveja, vinho tinto e branco, refri normal e diet. E tinha uma mesa de doces de criança esperando pela gente no fim da festa! Às dez da noite chamaram duas dúzias de pizza e quem quisesse se servia, achei o máximo!!!  Foi uma delícia, os amigos de Mr. J todos fofos comigo, muito gostoso fazer parte desse amor todo sendo distribuído até as 2 da manhã.

* Aqui não tem padrinhos. Só testemunhas (duas) e o ‘bridal party’ que é formado pelas seguintes pessoas: o best man normalmente é o melhor amigo do noivo e do casal, ele organiza a despedida de solteiro (stag night), cuida da aliança enquanto o noivo não tem que colocar na mão da noiva, ajuda o noivo se arrumar e faz tarefas que eles precisem, a maid of honour é a normalmente a melhor amiga ou irmã da noiva, ela organiza a despedida de solteira (hen night – que é que nem a dos homens, elas saem beber, dançar, e fazer bagunça), a escolher vestido, e ajuda com tudo que precisarem. Os ushers e as brides maids são opcionais, e são os outros amigos que podem ajudar com o que precisar também. Normalmente todo mundo se veste igual, e são facilmente identificados durante o casamento. Eu gosto da tradição, mas acho que separar melhores amigos de amigos não tão melhores assim é meio complicado e sempre fica aquele gostinho amargo em quem não foi convidado pra ser parte da Bridal Party, normalmente padrinhos de casamento no Brasil é mais claro o porque de serem convidados – mas talvez seja só eu que me sinta assim, hehe.

Centrepiece? Hmm cracklings

As flores foram fornecidas pela mãe do noivo :)

SAM_1388 Happy Guests

O mapeamento de mesas e os name places são toques charmosos que eu adoro, e evitam as tias e os primos adolescentes se atropelando pra sentarem juntos :) *tirei o nosso nome do name place porque vocês sabem que sou meio paranoiquinha.

Pretty and sweet and with tea Love is sweet

Como os noivos mesmo falaram, Love is Sweet

Seeds of love

Ah sim! Aqui não é tão normal dar lembrancinhas de casamento, mas eles deixaram sementes de flores nas mesas pra gente levar pra casa.

Casamento L&D: Já pra esse casamento chegamos super cedo. Foi o casamento do baterista da banda do Mr. J e o vocalista é ainda mais bitolado com tempo do que eu. Chegamos quase uma e meia antes e ficamos esperando no bar. O Hotel era lindo, mas o bar caro :-D Esperamos até a hora de entrar pra sala que tinha sido reservada pra cerimônia. Lindo também. Como esperamos para sermos os últimos a entrar, acabamos de pé no fundinho da sala, mas o pessoal do hotel rapidamente providenciou cadeiras pra gente sentar. Depois de dois minutos sentados, percebemos alguém mexendo a maçaneta da porta que tinha do nosso lado. Não demoraram dois segundos e vieram avisar que a noiva ia entrar por ali! Então só dava a gente trocando de cadeira e a noiva esperando pra entrar :">  A cerimônia foi só civil mas a mensagem que leram foi super bacana e emocionante. O noivo chorou. A noiva um pouquinho.

Nesse casamento não teve canapés, mas serviram champanhe depois da cerimônia (uma taça cada um) e chamaram a gente pra ir tirar as fotos – fizeram grupo por grupo. Diferente do primeiro casamento (que pediu a dois amigos pra serem os fotógrafos oficiais da festa) esse casal contratou duas fotógrafas profissionais que me irritaram muito. Elas só fizeram fotos posadas, e nos momentos mais doces do dia estavam encostadas em algum canto olhando pro nada >:P

Por sorte o pai do Mr. J fez um café da manhã magavilhoso e agüentamos até a hora do almoço. Nesse casamento, os noivos fizeram a linha de comprimentos, pais da noiva, pais do noivo, noivo e noiva e tinha que dar aperto de mão – e beijinho no rosto – de todos eles antes de entrar no salão onde o almoço estava sendo servido. Uma situação meio esquisita porque aqui eu nunca sei se as pessoas querem beijinho ou não :-S Também tinha fila pra ver o mapeamento de mesas, porque eles não liberaram pra gente ver antes, mas como fomos os últimos de qualquer maneira, foi só ver qual era a única mesa vazia!

Na mesa tinha pãozinho fresquinho e manteiga esperando pela gente. Entrada foi Sopa de Tomate com iogurte e torrada. Fizeram um Sunday Roast que tava gostosinho. Sobremesa foi mousse de chocolate amargo com compota de laranja e morangos, delicioso! Na mesa tinha cestinhas de chocolate e chiclete e serviram chá e café.

Nesse casamento também fizeram os discursos depois do almoço (às vezes é antes ou durante). Os discursos foram diferentes mas não me fizeram chorar não, até Mr. J ficou meio confuso.

De novo fomos expulsos (no bom sentido) da sala pra rearranjaram as mesas. Na hora que abriram a sala de novo, tinha holofotes e uma banda de mais ou menos dez pessoas. Era uma banda de músicas anos 50 (que eu adoro) mas os noivos dançaram a primeira dança com música de CD (não lembro qual era a música…). A banda era muito boa, arrastei Mr. J pra dançar uma comigo, mas de novo, todo mundo meio encolhido. O pessoal começou a dançar mas a turminha tava esperando os hamburguers saírem. Sim, serviram um buffet de hamburgeres e lingüiça e uma seleção de saladas, salpicão de repolho (coleslaw) batatas – achei o máximo de novo – e finalmente o  bolo.

Como era Domingo, tivemos que ir embora cedo (10:30 da noite). Foi um dia gostosinho, e foi legal fazer algo com o pessoal da banda do James, é sempre uma farra.

Scribbly ceiling Happy guests

Não falei que a sala da cerimônia era linda?

Pretty in Pink Hearts under the cup

Mr. J achou um jeito de incrementar os enfeites da mesa

Same lights, different results Candle, water and flowers together

Porque luz é uma das minhas fascinações.

Sábado agora tem outro casamento, mas esse é só pra festa. Vai ser pic-nic na casa dos pais da noiva, achei super diferente, tô ansiosíssima pra ver como vai ser! Claro, coloco o relatinho aqui depois ;)

É assim que depois do dia 23 de Agosto eu vou passar a colocar minha cidadania nos formulários que me perguntarem qual é a minha cidadania.

A novela da imigração foi longa, dolorosa e difícil, mas como tudo nessa vida, acabou bem e agora olhando pra trás consigo ver que tudo foi a seu tempo.

Explicando a minha história pra quem caiu de pára-quedas ou não é amigo próximo, a novela começou quando eu cheguei aqui há 8 anos atrás. Os planos eram de fazer uma pós-graduação e ir ficando até ficar ruim, quando ou voltaria pro Brasil ou iria pra outro lugar. Fiz a pós em dois anos, e me encontrei em um lugar que me sentia em casa.

Já expliquei antes os “porques” de me sentir em casa aqui, mas como foi em inglês, explico de novo. Em português e de um jeito diferente :)

Tem gente que mora aqui e odeia o clima frio, cinzento, úmido e escuro. Aqui eu me sinto em casa porque eu adoro tempinho ameno, o frio não me incomoda, e o calor me irrita (literamente, irrita a pele, o cabelo cai, ataca bronquite e sinusite).
Tem gente que mora aqui e odeia estar longe de uma praia decente. Aqui eu me sinto em casa porque eu não cresci perto de mar e na verdade sempre preferi a selva de pedra, a estrada e o interior.
Tem gente que mora aqui e sente falta da tribo de amigos sempre disponíveis a qualquer hora do dia, de qualquer dia, pra fazer qualquer coisa. Aqui eu me sinto em casa, porque no fundo no fundo eu sou um ser anti-social: sou caseira, sou reservada, sou tímida e discreta. Aqui eu me sinto em casa porque o jeito de pensar, agir, trabalhar, festejar aqui tem tudo a ver comigo.
Tem gente que mora aqui e odeia a saudade da comida caseira, dos sabores deliciosos e frescos de outros lugares. Aqui eu me sinto em casa porque gosto de tudo e qualquer coisa que colocarem no meu prato de comida e aprendi que aqui dá sim pra ter comidinha deliciosa tanto quanto em qualquer lugar do mundo.

Tem gente que mora aqui e odeia os dentistas e os médicos. Mas eu visito meus maravilhosos dentista e médico brasileiros toda vez que vou fazer visitinha, e pra falar a verdade os médicos aqui até que não são tãaao ruins quanto algumas pessoas pintam. E lembrem, médico e hospital aqui é de graça. Pra todos. Então na hora de comprar tem que se comparar auxílio gratuito de lá com o de cá…

E então, depois dos dois anos, e me sentindo em casa, fui resolvendo ficar. A lei falava que eu teria que ficar mais três para adquirir a cidadania, e dois anos se passaram tão rápido, a saudade estava sendo administrada com viagens ao Brasil uma vez por ano (às vezes duas!), conversas na webcam, passeios pelos 4 cantos da Europa, dia-a-dia toma conta, a gente vai se acostumando…

Quando faltavam 2 meses para completar os 5 anos e pedir minha residência permanente, minha vida virou de ponta-cabeça, e a vontade de largar tudo e todos para trás, voltar para a barra da saia da mãe foi grande. Mas com a ajuda de amigos maravilhosos, e da minha mãe também, que sempre largava tudo que tava fazendo pra falar comigo assim que eu gritasse, me forcei a agüentar a barra, a lei dizia que a residência permanente deveria sair em menos de 6 meses para todos que a pedissem, então fiquei e esperei.
Depois dos primeiros 3 meses (sempre os mais difíceis em qualquer mudança) conheci Mr. J, que passou a ser minha companhia nas noites de inverno longas, geladas e insônes. Naquele final de ano ainda tentei desvirar a vida, e não fui pro Brasil. Mas aprendi que uma vez o caldo entornado, não tem mais volta mesmo. E aprendi que virar a vida de ponta-cabeça às vezes significa colocar tudo no lugar ;) Mr. J e eu percebemos que não dava mais pra passar noites longas, frias e insônes longe um do outro, e pra evitar ser seqüestrada pras Ilhas Maurícius, acabei indo em paz para seus braços :-D

Mas o comichão da saudade apertava. Completei um ano sem ir pro Brasil, e a saudade doía cada vez mais. Esperei mais 6 meses, e em Outubro de 2009 o Home Office (um órgão equivalente a Polícia Federal da Inglaterra) pediu meu passaporte de volta, para completar o processo. Eu então me empolguei, me preparei minha mente e meu coração para passar o Natal com a minha família querida no Brasil, depois de praticamente dois anos longe. Mas adivinhem? Novela não é novela sem drama e tive que cancelar a viagem em cima da hora, porque o Home Office não liberou o passaporte (e a residência) a tempo. Tive um Natal maravilhoso com a família de Mr. J, e um ano novo feliz rindo com meus amigos em um clube de comédia, o que prova que sempre algo bom mesmo quando tudo parece estar indo errado…

Umas duas semanas depois do ano novo meu passporte chegou, finalmente, mas não sem antes passar pelo último drama. Por causa da nevasca do pior inverno dos últimos tempos, o correio não entregou os passaportes no dia, fui buscar na central de entregas e tinham trancado os passaportes em outro prédio ~x( Tive que esperar dois dias até o correio entregar os passaportes de novo.

E pra minha felicidade, os passaportes chegaram lindos e inteiros, e dentro deles um novo carimbo contendo a permissão de que eu poderia viver nesse país permanentemente. Mas… Esse carimbo (que na verdade é um adesivo) teria que ser renovado em 10 anos. Então decidi acabar com a novelinha Imigração de uma vez por todas e comecei a nova empreitada.

Estudei pra prova por 4 meses (uns dias mais pesados que outros, cheguei até a levar o material pro Brasil quando finalmente consegui ir em Abril \:D/ mas nem encostei nas apostilas) , prestei e passei dia 22 de Maio. Dia 12 de Junho fui no serviço que verifica toda a documentação para pedir a cidadania Britânica, e mandei o formulário junto com a cópia de evidências e mais evidências de que estava morando há 8 anos aqui legalmente.

Esperava que o processo demoraria, no mínimo, os 6 meses que é o máximo previsto para cidadania. Mas para minha surpresa depois de 5 semanas, recebi a carta explicando que tinha sido aprovada e que assim que jurasse fidelidade à Rainha, poderia ser considerada uma cidadã da Grã-Bretanha. <:-P

Então dia 23 de Agosto, estarei lá jurando fidelidade à Rainha, e prometendo seguir todas às suas leis.

Isso será muito mais do que conseguir um passaporte para ficar no país que escolhi como meu lar. Será uma vitória por cima de tudo que eu passei, os momentos de escuridão, sem saber como minha vida ia ficar, pra onde iria e como iria. É uma vitória conseguir tomar as rédeas do meu futuro, não depender de ninguém me falando quando, onde e como posso ficar no lugar que EU escolhi ficar, pelos motivos que EU assim escolhi também.

Tem gente que é Britânica e não entende como é que eu consegui deixar a minha família e meus amigos pra trás. E eu explico que com a internet hoje em dia eu falo muito mais com eles do que quando estava no Brasil. Que e-mails, MSN, Skype, webcam são ferramentas sem as quais eu não sei se conseguiria viver sem.

A convivência com a minha família e meus amigos, aquela coisa de dar risada juntos, chorar juntos, brigar, fazer barraco, fazer as pazes, brincar com meus sobrinhos, abraçar (sou uma viciada em abraços), beijar (adoro beijos também) sentir a pele e o cheiro dos meus queridos é a única coisa que me corta o coração em minhas decisões.

Mas quando todo mundo tá espalhado pelo país e pelo mundo, quando todo mundo está ocupado com suas próprias vidas e felizes e orgulhosos em te ver realizada por estar vivendo em lugar que você chama de casa, contente nos braços de um parceiro amigo, honesto, fiel, que faz de tudo pra te fazer uma pessoa feliz, percebi que a presença física no país não importava mais.

Quando minha prima disse que fala mais comigo e me vê mais vezes do que ao meu irmão, que mora lá em São Paulo, quando minha mãe costumava dizer que falava mais comigo do que com a minha irmã que morava no prédio da frente, quando meus amigos trocam e-mails ou falam(digitam) comigo no MSN ou Skype praticamente todos os dias (ou pelo menos todas as semanas), percebo que a presença física no país não importa mais. Quando minhas tias me mandam mensagens lindas dizendo o quanto me querem bem, percebo que a presença física no país não importa mais. Quando minha irmã e eu nos aproximamos como nunca antes, por email e pelo telefone, percebo que a presença física no país não importa mais. Quando brinco com minha sobrinha-afilhada e meu sobrinho querido pela webcam, percebo que a presença física no país não importa mais.

Que tudo que preciso é renovar os abraços, os cheiros, o toque de pele com pele sempre que puder pegar o avião e viajar 11 horas para vê-los ao vivo…

Aqui, por enquanto, me sinto em casa. Não nego que no futuro as coisas possam mudar. E talvez meus sentimentos mudem e eu queira me mudar, ou voltar pra Passargada ou pra outros ares. Mas enquanto tá bom eu vou ficando, como já dizia há 8 anos atrás….

Me tornar Britânica é eu me tornar livre para ir e vir, fechar esse capítulo de ter que dar satisfação ou depender de quem quer que seja (Governo ou pessoas) de me deixar viver como EU escolhi viver.

E pra isso, como qualquer liberdade, não tem preço.

Nunca deixarei de ser Brasileira, em muitos aspectos, mas isso fica pra outro dia que esse aqui já ficou maior do que deveria! :-D


Próximo post: Os dois casamentos que fui nesse final de semana (e a despedida de solteira duas semanas atrás) e mais notícias sobre o novo cafofo.

Então, Português empatou tecnicamente com “tanto faz”, por isso decidi mudar pra Português e ver no que dá.  Também pra ver ajuda  pra minha família seguir o blog, já que às vezes a tradução não faz sentido e eu sabendo como eles já são enrolados melhor facilitar   :-D

Vamos ver como fica…mas estou deixando a perguntinha aí do lado direito pra quem ainda não votou ou novos visitantes.

This is my first post in Portuguese, as it was technically a draw with “Either”, and I think it will help my family to follow it, but I am still leaving the poll on the right hand side of the blog so people who hasn’t done so can vote :) And remember, if you don’t speak Portuguese you can always use the translator feature on the sidebar as well…

E que melhor maneira de começar a postar em Português do que fazendo a crítica  do livro – que por enquanto só é disponível em Português, infelizmente – de uma grande amiga minha, a Fernanda França?

Eu queria explicar um pouquinho sobre a Fernanda e a nossa amizade… Mas isso fica pra outro post, porque isso trará lembranças sobre a Lu também, e muitas outras histórias do tempo do colegial :)

Ficou curioso? Clique na imagem pra comprar o seu!

Nove Minutos com Blanda

Eu li o livro em 2 dias, na praia, enquanto estava de férias no Brasil. Isso mesmo, dois dias! No quarto do Hotel onde ficamos não tinha televisão então substituí a sessão da tarde pela doce história de Blanda.

E foi isso mesmo o que senti lendo o livro, que estava assistindo um filme da sessão da tarde. Blanda conseguiu me capturar com sua divertida história… Me identifiquei com ela nos momentos que quanto mais as coisas davam errado, mais atrapalhado tudo ficava, e conseqüentemente tudo mais errado ainda… :-D

Não vou contar o final, se as coisas deram certo ou não, e como Blanda chega lá pra não estregar o livro pra quem fôr ler, mas posso dizer que os dois dias na praia foram ainda melhores com essa leitura em mãos.

Recomendo para adolescentes, mulherada que gosta de chick-lit e fãs de Sex and the City, Friends, e aquele bom e velho filme água-com-açucar

"A dor é inevitável, o sofrimento é opcional"

What do I talk about when I talk about running

Já que estamos falando de livros, vou deixar registrado o outro livro que eu li… Foi presente de aniversário do Mr. J pra mim, mas infelizmente, só tem em inglês no momento (não acredito que não foi traduzido ainda com a onde que está no Brasil de todo mundo correndo!). Traduzindo o título ao pé da letra, seria “Sobre o que eu falo quando eu falo sobre correr”.

Quando Haruki decidiu se tornar escritor, ele percebeu que precisaria alguma coisa para mantê-lo ativo. Optou pela corrida! Correu maratonas, ultra-maratonas e participou de triathlons. Esse livro é um diário (meio que como ler um blog) sobre um ano inteiro de treino, provas e sobre a experiência dele de ser escritor.

Gostei de umas partes do livro, quando eu vi que não sou só eu que sofro pra correr e perseverar, das dicas de como superar as barreiras – principalmente durante as provas – e do modo que ele escreve.

Mas não gostei muito do fato de ser um livro muito centrado no autor, algumas histórias são longas e parecem ser um pouco egocêntrico, como se ele se esquecesse que estaria conversando com os leitores mesmo.

Recomendo pra quem tem o hábito de correr, querem começar a correr ou simplesmente tem curiosidade de saber pelo que passa quem gosta de correr :)

No momento estou lendo o livro favorito de Mr.J, O Sol é pra todos (To Kill a Mockingbird).

Notinha: Chegou a carta do Home Office aprovando a minha cidadania! Escreverei sobre a alegria que isso foi em outro post :)

Lately, I’ve been thinking if it would be easier to my readers if I just wrote in Portuguese. Everyone commenting here are Brazilians and I keep thinking if it is silly to keep writing in English :)

But I also have a suspicious some of you readers, follow the blog but just don’t comment… So with you in mind, I’m running this poll.

Always remember you can use the translator feature on the right-hand side of the blog, to translate either English-> Portuguese or Portuguese->English.

Please cast your vote (even if you don’t want to leave a comment) so I know if you are reading in English, or prefer English, I will leave it that way.

Ultimamente tenho pensado se seria mais fácil pro meus leitores se eu escrevesse em Português. Todo mundo que comenta aqui é Brasileiro, então eu fico achando meio bobo ficar escrevendo em inglês.

Mas eu também desconfio que algumas pessoas de fora lêem o blog sem comentar e algumas pessoas Brasileiras também preferem em inglês (para praticar o inglês), então pensando nisso, tô fazendo essa pesquisa…

Lembre-se que vocês podem sempre usar o tradutor do lado direito do blog pra traduzir Inglês -> Português ou vice-versa.

Por favor vote (mesmo que você não queira deixar um comentário) e eu vou saber o que vocês preferem :)

Which language would you prefer I blog on? Que língua você prefere que eu blogue?

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If you want explain more your vote, use the comments bellow :) Otherwise, thank you!

Se quiserem explicar mais o voto, podem usar os comentários aí embaixo, senão obrigada!!

If you are a bit blind like me, click on the image to see it bigger

During my magazine rummages’ve found this article which has been a heaven sent for me. It touches the reasons why I can get paranoid and feeling down from time to time and the interesting thing as well is that they say it is all backed up scientifically proven to enhance health as well!! I am sticking it here so I can revisit these tips every time the cloud comes over my head again. And I thought was quite good to share with everyone. Anything to try and make this a better, more peaceful and kind world.

The second bit of the article is quite interesting as well. Is about the “sickies” that people take in U.K. Basically because the law allows you to take fake sick days (you don’t need a doctors letter up to a certain quantity of days) people can abuse of the privilege sometimes. And even with numbers going down, Spain and U.K are still the “sickie”-kings of Europe!

But I will try and keep the frequent posting, I am liking this verbiage every couple of days, and boy does it have a good impact in my life. I feel when I write and make the words something visible, is easier to focus, to analyse and to stop the re-thinking which drives me insane sometimes.

So, these days I’ve been distracted with planning a lot and it is, as for most people who are the think-too-much breed, one of my favourite pastimes.  I’ve been lost on huge piles of magazines looking for words to use on collages I want to spread in the cave, saving tasty pretty looking food recipes I want to cook when we have friends over to visit, or simply feel like doing something special (that will be every weekend at least I hope), also cutting and pasting anything that catches my eyes, from little nick-knacks to huge pieces of furnitures, even if only to get ideas. We’ve been buying interior design magazines (one cheap and one expensive-ish a month) but all the other magazines were left by the entrance window seal by a kind neighbour Mr. J has  o:) All these things are going to a folder (just like I found out Lolla likes doing as well) and then we run through it at night and choose what is worth going and have a look at.

Some of the things are really disappointing when you go to see them “live” but they still pull us to the right stores and places to find pieces which still matches our tastes.

Togo Sofa, pretty and stylish. But expensive (£4500-6000) too hard and too low and not nice if you just want to sit up straight.

Rolf Benz Plura. Looks pretty and the flexible head and legs rests which become extended as you need are a good idea. But expensive (£10000+) and it is not comfortable at all. The fabric version we tested was "itchy" and it had the feeling of an aircraft seat.

So we may end up just choosing a normal traditional leather sofa…We’ll see. For now we have chosen our magnificent bed and mattress, we went for memory foam with sprung pockets which is best of both worlds. The bed is very Hotel-like but we absolutely lurrrrve hotels, so it is our dream bed which we wouldn’t find anything like it and we will stay with it for a long time so was worth splashing out.

One thing that is helping a lot is this 3D software where you do a floorplan and can play with colours and sizes and decide if everything will look good and pretty and, most importantly, fit before the house is even built. So I am spending a lot of time on it as well, specially at evenings when I get tired of the internet :-D

There are still a lot to choose, and to plan, and I am having a brilliant time doing so. It has taken my mind out of some nagging issues still happening with the old chapter of my life, and has been the best therapy to get me distracted and stressing.

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*So, Germany was 3rd place, and that was fair really. I think they played the least emotional but the most competent football, they should’ve been the winners, but football is not a fair game. Felt sad for Furlán, but he got the golden boots so all is fine!

*And Spain made justice by being champions. Holland played dirty from the start and they didn’t deserve to win by far. Spain played beautifully and cutie boy Torres got his medal so all was happy in think-too-much land.

*Summarizing: this World Cup was tainted by bad refereeing, unfair results, passionless football and the sound of vuvuzelas. But was decorated with pretty songs, wonderful smiles, and full-on play-with-our-hearts-in-our-sleeves players and managers (e.g. Maradona and Jochen Lowe). I never like seeing the sad loosers face, no matter who they were, or how badly they played. The commemorations weren’t that special apart from Ghana little dance. But isn’t that how all World Cups always go? :)

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Rep. Dennis Kucinich: Is this the United States Congress, or the board of directors of Goldman Sachs?

First I have to say I am a big fan of Michal Moore. Being biased like he is, and exaggerated, and a bit out-of-the-point-of-what-we-are-talking-about-here like he is. He always brings me to tears, his movies for me are always a reality re-check. It is things we know are happening, it is in our faces every day of our mundane lives. Everyone knows is wrong, but do anyone do anything to change it? Hardly no one.

Maybe I’m just gullible, but this movie is friggin’ brilliant. Even if it just makes you think about what you believe is right in this world. What is important? What are the consequences of your acts to go up the ladder? How much is too much for someone to have? How can you do something to change things? And if you tried, would it matter?

Yes, it did brought me to tears again, seeing that even when good, honest, decent people get to power and try to make things change and the human condition better, the greedy and cowards still get their ways. Some(rare)times, there is a glimpse, even if tiny, of hope. But is it enough?

The movie looses its only star I took back when Michael goes to interview the Catholic Church about how “evil” capitalism system is. Really? Are we asking the same Church that was corrupt from its values killed in the name of gold and precious stones in the past? Priests talking about how Capitalism uses propaganda to ” to convince people who are victimized by this very system to support the system and see it as good.” ? Really, the Catholic Chruch, responsible for the cruzades?

The whole thing is hypocritical. For those making the movie and us watching as well. Aren’t we all moved by the same desires of making fortune? Is it a question of how much of a fortune is acceptable or not? As I said this movie is  one to tie your head in a knot and question the kinda of life you want to live behind, so it is not for the faint hearted.

Another problem with the movie is that once again, it will be only watched and have an affect on people who is already convinced by the theories Michael Moore presents us. It is not going to reach people who REALLY needed to, and even if does, it will rarely convince them they are wrong, or make them change their attitudes.

*And just by coincidence, my friend Bianca posted this animation by David Harvey which explains all Michael Moore does in 2 hours in 11 minutes. See it!

This week has been busy with work, but good productive and with amazing feedbacks from the boss, just the way you like it! Been hectic at home, they are changing the flat windows, so it has been noisy and annoying! I don’t like strangers as it is, and to have them peeping doesn’t help one little bit. But hey ho, soon all will be over so no worry putting up with it a little bit!

I’ve been also busy playing with floorplans, 3D models, Interior Designs Magazines, replying e-mails, and reading blogs (have finally emptied my to read list off my reader \:D/  yeay). I tried to change my trend of commenting every post, but sometimes was hard not to, and I did anyway (mostly with blogs which the author: is close to me and/or comments here frequently and/or has expressed likes comments before and/or is a close real friend). I am trying to find a midway between what I always thought was the right way to go about it and the way that makes me less paranoid about it all. I think I am getting there, finally :> Don’t want to turn this into a “storm inside a glass of water” :)) (That’s another Brazilian saying for ya!)

Also changed my habits on facebook and twitter and I think is helping me a lot on this road to self-balance. More to come on this subject.

Went training twice, struggled a LOT to breathe, but still managed reasonable distances. Going later today as well, once the strange people go way.

Updated my wants-to list :)>-  When you look it like that, not bad at all for a 6 weeks period!

* So the games are almost over. It has been a suprise World Cup, I will tell you that! Lots of favourites were out sadly, but what counts is the 90  minutes performance in the end, and that’s one of the ugliest beauties of the game. I was disappointed by Netherlands getting through, they cheated kicking players all the time and pressuring the referees. Happy for Spain, even without Torres having a brilliant campaign, they played fair, and Villa has been superb!

* I am supporting Uruguay tonight because they are South America, but I like Joachim Loew, so I won’t be sad if they win :) I will probably decide once the game starts and I will check who is playing fairer and  going more for the goal.

Headmaster: You’ll be lucky to find a job on the docks because you’re going nowhere. Here at Quarry Bank generally… nowhere.
John: Is “nowhere” full of geniuses, sir? Because then I probably do belong there.

Ok, so I was expecting this movie to be great! I was expecting to tell us all about the dirt between Paul and John (McCarthy and Lennon that is, keep up! :-D ). Maybe that’s what spoiled it for me, unfortunately. If you are willing to see this movie, don’t do the same mistake I did. About the Beatles, it ain’t. It is all about John. But not John’s family, or John’s friends, or music, or school. Actually is not even about John, per se,but it  is about his head. They don’t go deep, and don’t get close to very much. All is very superficial, the going of the movie is very slow, and feel very artsy. I don’t mind slow and artsy, (e.g. I loved Control – about Joy Division’s singer) as long it is leading somewhere, but unfortunately (sorry for the pun) this one just lead nowhere, it is all very lose, confusing and well, pointless. Maybe the story is just not strong enough, or special enough, or powerful enough to be told. Nonetheless, a great thing about the movie though is the acting by Aaron Johnson playing John and Kristin Scott Thomas playing Auntie Mimi. It is something worthy keeping watching the movie for. Just.

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