Rumo à Cidadania


Aconteceu segunda-feira. Domingo teve almoço de comemoração com os amigos queridos que puderam estar presentes. Uma das amigas trouxe até presente!

Gifted

Chegando em casa na volta do almoço teve bate-papo com a mãe, tentar distrair do nervoso. Eu pensei que ia lidar com essa mudança muito mais tranqüilamente. Eu não vou ser hipócrita não. Pra nenhum dos dois lados. Eu só tirei a cidadania britânica porque a lei assim me obriga a fazer pra morar onde eu bem entendo no momento. Se eu pudesse continuar aqui com o meu passaporte brasileiro, provavelmente não teria me dado ao trabalho, nem gasto o dinheiro (que não é pouco) pra conseguir mais esse pedaço de papel na minha vida. Mal sabia eu que o que me esperava na volta da cerimônia era muito mais que um pedaço de papel.

Mas confesso que fiquei nervosa. O fato de virar cidadã de outro país me fez pensar no meu passado, de tudo que vivi pra chegar aqui, desde a “desmamada da mãe”  (e isso inclui pai, irmãos, amigos) já que eu sempre fui caseira, tímida e anti-social pra vir morar num país gelado. Talvez pra quem tem espírito aventureiro ou quem teve outra cidadania automaticamente por parentesco, o impacto não tenha sido tão grande.

Mas comigo foi diferente. O processo, por lei, exige que a pessoa tenha morado aqui legalmente e com visto de residência por no mínimo 5 anos. O meu primeiro ano foi sob visto de turista, os 5 anos do meio foram vividos felizes, sem grandes surpresas e recheados de viagens. Mas os dois últimos foram esperando a decisão do Home Office (equivalente à Polícia Federal no Brasil) sobre o meu visto permanente. E junto com esses dois anos, a separação. O que resultou num processo longo, duvidoso, com períodos de incerteza, tristeza, mudanças, alegrias e a vida voltando ao normal novamente (clique aqui pra ler a história toda) clichê , eu sei, mas a verdadeira montanha russa.

Acho que tudo isso me fez perceber que eu estava conseguindo essa cidadania pelo meu próprio mérito. De ter compensado as coisas ruins que aconteceram com as coisas boas. Ter resistido fazer as malas e partido pra debaixo da saia da mãe como o instinto mandava. Ter tido paciência e a certeza que tudo dá certo no final. E deu!

O nervosismo bateu de leve, o sono foi um pouco agitado, mas consegui descansar. Antes de dormir aprendi e ensaiei o primeiro verso do hino da Grã-Bretanha (que é o que é cantado em atos oficiais). Enrolei com o “Long live our Noble Queen” até a hora que entendi o Mr. J cantando “purple Queen” e agora nunca mais esqueço :)

Segunda acordei mais calma e sonolenta. Tomei banho, arrumei o cabelo, maquiagem, coloquei o brinquinho do Brasil (na carta-convite eles explicavam que podia ir de traje do país, mas eu não tinha fantasia de Carnaval, nem roupa de Bahiana comigo :-D ) os sapatos que minha mãe me deu quando fui ao Brasil na última vez.

Stepping forward

O trajeto deveria demorar 15 minutos segundo o GPS, e foi o que demorou. Chegamos lá com 20 minutos de sobra. Esperamos a Mrs. Q, do lado de fora, eu tava com medo que ela – que normalmente tem medinho de dirigir – ia se enrolar pra estacionar.

Quando deu a hora do Registro, chamaram, fizemos a fila e tínhamos que assinar a lista de presença e preencher o cartão de votação. Sim, agora eu posso votar :-bd Esperamos mais 20 minutos e nos chamaram pra ir pra sala de espera, que tinha toda pompa e circunstância. E mesa da café da manhã, com suquinhos, chá, café e biscoitos.

Waiting Morning hunger

Fomos chamados pra sala onde o evento – que era ainda mais chique que a sala de espera – aconteceria 20 minutos depois. Eu fui a primeira a ser chamada e a primeira a sentar na cadeirinha almofadada. Depois um por um das outras 19 pessoas (eram pra ser 20 mas um rapaz foi mandado de volta pra casa porque tava vestindo jeans e tênis) e por último os convidados – aliás Mrs. Q. chegou no último segundinho antes de começarem a explicação de como tudo aconteceria.

Beth It is happening

A mocinha que conduziu a cerimônia era uma simpatia. Explicou em clima descontraído como tudo ia funcionar e que demoraria uns 5 minutos pra começar. E dali 5 minutos começou.

Ao som de “Rule Brittania” a vice-prefeita da regional entrou na sala. Com roupa oficial (que parecia uma beca de formando, e no pescoço um medalhão em uma faixa verde e amarelo) ela entrou, sentou, deu as boas-vindas e explicou o que significava os novos direitos que estávamos recebendo e as responsabilidades que vinham com eles. No meio do texto, meus olhos encheram de lágrimas. Lágrimas de felicidade.

Era uma vitória eu estar ali. Era a representação viva de que eu consegui resistir o pior que já me aconteceu na minha vida, dei a volta por cima, com a ajuda da minha família, dos meus amigos na Inglaterra, no Brasil, no mundo, e claro, com a companhia sempre paciente, incentivadora, presente, compreensiva e maravilhosa de Mr. J. Eu dei a volta por cima, consegui perceber que tudo que é ruim um dia passa. Mantive, como eles dizem aqui, “os olhos no prêmio” e consegui. O prêmio era conseguir o pedaço de papel pra me deixar ficar aqui. Quando e por quanto tempo quiser. E se quiser ir pra outros países da Europa tentar a vida lá. E proporcionar a chance da minha família vir me visitar quando quiserem. Dos meus sobrinhos – que hoje são crianças – virem visitar a madrinha e a tia Lelei, aproveitar o que a Europa tem de bom pra oferecer, conhecer outras culturas, outros climas, outras comidas…

Meu coração bateu mais forte, e logo tive que voltar a mim. Era hora de levantar e dizer meu nome. Inteiro. Pra quem não sabe, eu tenho 5 nomes. Era o mais longo da turma, claro. Como sempre foi. E eu falei em tom alto e orgulhoso, um por um. E sentei. Sequei as lágrimas. Ouvi todo mundo falar seus nomes. Quando o último terminou, era hora do juramento. Juramos – todos em uma só voz – obedecer às leis da Rainha e seu Reino. Proteger à Rainha e aos seus herdeiros. Sentamos.

E chegou a hora de finalmente pegar o pedaço de papel tão esperado, tão suado, tão chorado, tão comemorado. Eu fui a primeira. Chamaram meu nome e o país de onde venho. O país que divide meu coração e que me faz falar que vou “pra casa” quando vou passar férias na terra tupiniquim. Peguei o papel e foi como se não estivesse ali. Tava mesmo? Era verdade?

Era. Sentei. Li o certificado. Abri a pastinha. Dentro dela um porta-passaportes pra quando eu pegar meu passaporte bordô, instruções de como assim o fazer e uma cartinha da Secretária do Home Office. Era verdade.

Todo mundo foi chamado um a um. Quando terminou, recebemos os parabéns. E cantamos o hino. A vice-prefeita fazia sinais animados para cantarmos mais alto. Gritei o hino, assassinei o coitado, mas a felicidade era grande demais pra me importar em não fazer feio.

Salva de palmas. Sair da sala. Beijo na bebê L. e na Mrs. Q mãe dela. Mais fotos. Tira foto do papel pra provar que é de verdade se alguém duvidar :-D

Mrs Q. precisou ir embora porque a faxineira a esperava (na verdade não esperava porque ligou depois falando que tava doente) mas eu tava tão feliz que ela tava lá. Ela é uma das minhas amigas daqui que considero como irmã mesmo.

Mr J e eu fomos a um restaurante italiano que oferece desconto na hora do almoço. Comemos lula à milanesa de entrada e pasta de prato principal. Paramos no supermercado comprar janta. Hora de voltar pra casa.

Mandei fotos pros amigos e pra família. Sem eles eu não teria tido essa conquista. Infelizmente algumas pessoas que foram parte da jornada (e aquela pessoa que foi a responsável pela minha vinda pra cá) tiveram que ficar de fora da comemoração, em conseqüências de seus próprios atos e acima de tudo suas escolhas de terem cortado os laços comigo. Triste, mas eu entendo, aceito, e sigo minha vida feliz, sem rancor e sem mágoas. Não há tempo nem energia para o passado que quis ficar pra trás quando o presente é tão gratificador.

E comecei a trabalhar. Como se fôsse qualquer outro dia qualquer. Mas qualquer outro dia qualquer, isso não foi.

Agora, sou uma Brasileira, com dupla cidadania Britânica. Sou cidadã de dois lugares. Um que me acolheu por 21 anos como meu lar, meu berço, e ainda me acolhe nas horas que a saudade aperta. E o outro que escolhi por 8 anos (até agora) como minha morada, meu futuro, até quando, e se, a vida virar outra esquina novamente.

\:D/

É assim que depois do dia 23 de Agosto eu vou passar a colocar minha cidadania nos formulários que me perguntarem qual é a minha cidadania.

A novela da imigração foi longa, dolorosa e difícil, mas como tudo nessa vida, acabou bem e agora olhando pra trás consigo ver que tudo foi a seu tempo.

Explicando a minha história pra quem caiu de pára-quedas ou não é amigo próximo, a novela começou quando eu cheguei aqui há 8 anos atrás. Os planos eram de fazer uma pós-graduação e ir ficando até ficar ruim, quando ou voltaria pro Brasil ou iria pra outro lugar. Fiz a pós em dois anos, e me encontrei em um lugar que me sentia em casa.

Já expliquei antes os “porques” de me sentir em casa aqui, mas como foi em inglês, explico de novo. Em português e de um jeito diferente :)

Tem gente que mora aqui e odeia o clima frio, cinzento, úmido e escuro. Aqui eu me sinto em casa porque eu adoro tempinho ameno, o frio não me incomoda, e o calor me irrita (literamente, irrita a pele, o cabelo cai, ataca bronquite e sinusite).
Tem gente que mora aqui e odeia estar longe de uma praia decente. Aqui eu me sinto em casa porque eu não cresci perto de mar e na verdade sempre preferi a selva de pedra, a estrada e o interior.
Tem gente que mora aqui e sente falta da tribo de amigos sempre disponíveis a qualquer hora do dia, de qualquer dia, pra fazer qualquer coisa. Aqui eu me sinto em casa, porque no fundo no fundo eu sou um ser anti-social: sou caseira, sou reservada, sou tímida e discreta. Aqui eu me sinto em casa porque o jeito de pensar, agir, trabalhar, festejar aqui tem tudo a ver comigo.
Tem gente que mora aqui e odeia a saudade da comida caseira, dos sabores deliciosos e frescos de outros lugares. Aqui eu me sinto em casa porque gosto de tudo e qualquer coisa que colocarem no meu prato de comida e aprendi que aqui dá sim pra ter comidinha deliciosa tanto quanto em qualquer lugar do mundo.

Tem gente que mora aqui e odeia os dentistas e os médicos. Mas eu visito meus maravilhosos dentista e médico brasileiros toda vez que vou fazer visitinha, e pra falar a verdade os médicos aqui até que não são tãaao ruins quanto algumas pessoas pintam. E lembrem, médico e hospital aqui é de graça. Pra todos. Então na hora de comprar tem que se comparar auxílio gratuito de lá com o de cá…

E então, depois dos dois anos, e me sentindo em casa, fui resolvendo ficar. A lei falava que eu teria que ficar mais três para adquirir a cidadania, e dois anos se passaram tão rápido, a saudade estava sendo administrada com viagens ao Brasil uma vez por ano (às vezes duas!), conversas na webcam, passeios pelos 4 cantos da Europa, dia-a-dia toma conta, a gente vai se acostumando…

Quando faltavam 2 meses para completar os 5 anos e pedir minha residência permanente, minha vida virou de ponta-cabeça, e a vontade de largar tudo e todos para trás, voltar para a barra da saia da mãe foi grande. Mas com a ajuda de amigos maravilhosos, e da minha mãe também, que sempre largava tudo que tava fazendo pra falar comigo assim que eu gritasse, me forcei a agüentar a barra, a lei dizia que a residência permanente deveria sair em menos de 6 meses para todos que a pedissem, então fiquei e esperei.
Depois dos primeiros 3 meses (sempre os mais difíceis em qualquer mudança) conheci Mr. J, que passou a ser minha companhia nas noites de inverno longas, geladas e insônes. Naquele final de ano ainda tentei desvirar a vida, e não fui pro Brasil. Mas aprendi que uma vez o caldo entornado, não tem mais volta mesmo. E aprendi que virar a vida de ponta-cabeça às vezes significa colocar tudo no lugar ;) Mr. J e eu percebemos que não dava mais pra passar noites longas, frias e insônes longe um do outro, e pra evitar ser seqüestrada pras Ilhas Maurícius, acabei indo em paz para seus braços :-D

Mas o comichão da saudade apertava. Completei um ano sem ir pro Brasil, e a saudade doía cada vez mais. Esperei mais 6 meses, e em Outubro de 2009 o Home Office (um órgão equivalente a Polícia Federal da Inglaterra) pediu meu passaporte de volta, para completar o processo. Eu então me empolguei, me preparei minha mente e meu coração para passar o Natal com a minha família querida no Brasil, depois de praticamente dois anos longe. Mas adivinhem? Novela não é novela sem drama e tive que cancelar a viagem em cima da hora, porque o Home Office não liberou o passaporte (e a residência) a tempo. Tive um Natal maravilhoso com a família de Mr. J, e um ano novo feliz rindo com meus amigos em um clube de comédia, o que prova que sempre algo bom mesmo quando tudo parece estar indo errado…

Umas duas semanas depois do ano novo meu passporte chegou, finalmente, mas não sem antes passar pelo último drama. Por causa da nevasca do pior inverno dos últimos tempos, o correio não entregou os passaportes no dia, fui buscar na central de entregas e tinham trancado os passaportes em outro prédio ~x( Tive que esperar dois dias até o correio entregar os passaportes de novo.

E pra minha felicidade, os passaportes chegaram lindos e inteiros, e dentro deles um novo carimbo contendo a permissão de que eu poderia viver nesse país permanentemente. Mas… Esse carimbo (que na verdade é um adesivo) teria que ser renovado em 10 anos. Então decidi acabar com a novelinha Imigração de uma vez por todas e comecei a nova empreitada.

Estudei pra prova por 4 meses (uns dias mais pesados que outros, cheguei até a levar o material pro Brasil quando finalmente consegui ir em Abril \:D/ mas nem encostei nas apostilas) , prestei e passei dia 22 de Maio. Dia 12 de Junho fui no serviço que verifica toda a documentação para pedir a cidadania Britânica, e mandei o formulário junto com a cópia de evidências e mais evidências de que estava morando há 8 anos aqui legalmente.

Esperava que o processo demoraria, no mínimo, os 6 meses que é o máximo previsto para cidadania. Mas para minha surpresa depois de 5 semanas, recebi a carta explicando que tinha sido aprovada e que assim que jurasse fidelidade à Rainha, poderia ser considerada uma cidadã da Grã-Bretanha. <:-P

Então dia 23 de Agosto, estarei lá jurando fidelidade à Rainha, e prometendo seguir todas às suas leis.

Isso será muito mais do que conseguir um passaporte para ficar no país que escolhi como meu lar. Será uma vitória por cima de tudo que eu passei, os momentos de escuridão, sem saber como minha vida ia ficar, pra onde iria e como iria. É uma vitória conseguir tomar as rédeas do meu futuro, não depender de ninguém me falando quando, onde e como posso ficar no lugar que EU escolhi ficar, pelos motivos que EU assim escolhi também.

Tem gente que é Britânica e não entende como é que eu consegui deixar a minha família e meus amigos pra trás. E eu explico que com a internet hoje em dia eu falo muito mais com eles do que quando estava no Brasil. Que e-mails, MSN, Skype, webcam são ferramentas sem as quais eu não sei se conseguiria viver sem.

A convivência com a minha família e meus amigos, aquela coisa de dar risada juntos, chorar juntos, brigar, fazer barraco, fazer as pazes, brincar com meus sobrinhos, abraçar (sou uma viciada em abraços), beijar (adoro beijos também) sentir a pele e o cheiro dos meus queridos é a única coisa que me corta o coração em minhas decisões.

Mas quando todo mundo tá espalhado pelo país e pelo mundo, quando todo mundo está ocupado com suas próprias vidas e felizes e orgulhosos em te ver realizada por estar vivendo em lugar que você chama de casa, contente nos braços de um parceiro amigo, honesto, fiel, que faz de tudo pra te fazer uma pessoa feliz, percebi que a presença física no país não importava mais.

Quando minha prima disse que fala mais comigo e me vê mais vezes do que ao meu irmão, que mora lá em São Paulo, quando minha mãe costumava dizer que falava mais comigo do que com a minha irmã que morava no prédio da frente, quando meus amigos trocam e-mails ou falam(digitam) comigo no MSN ou Skype praticamente todos os dias (ou pelo menos todas as semanas), percebo que a presença física no país não importa mais. Quando minhas tias me mandam mensagens lindas dizendo o quanto me querem bem, percebo que a presença física no país não importa mais. Quando minha irmã e eu nos aproximamos como nunca antes, por email e pelo telefone, percebo que a presença física no país não importa mais. Quando brinco com minha sobrinha-afilhada e meu sobrinho querido pela webcam, percebo que a presença física no país não importa mais.

Que tudo que preciso é renovar os abraços, os cheiros, o toque de pele com pele sempre que puder pegar o avião e viajar 11 horas para vê-los ao vivo…

Aqui, por enquanto, me sinto em casa. Não nego que no futuro as coisas possam mudar. E talvez meus sentimentos mudem e eu queira me mudar, ou voltar pra Passargada ou pra outros ares. Mas enquanto tá bom eu vou ficando, como já dizia há 8 anos atrás….

Me tornar Britânica é eu me tornar livre para ir e vir, fechar esse capítulo de ter que dar satisfação ou depender de quem quer que seja (Governo ou pessoas) de me deixar viver como EU escolhi viver.

E pra isso, como qualquer liberdade, não tem preço.

Nunca deixarei de ser Brasileira, em muitos aspectos, mas isso fica pra outro dia que esse aqui já ficou maior do que deveria! :-D


Próximo post: Os dois casamentos que fui nesse final de semana (e a despedida de solteira duas semanas atrás) e mais notícias sobre o novo cafofo.

Então, Português empatou tecnicamente com “tanto faz”, por isso decidi mudar pra Português e ver no que dá.  Também pra ver ajuda  pra minha família seguir o blog, já que às vezes a tradução não faz sentido e eu sabendo como eles já são enrolados melhor facilitar   :-D

Vamos ver como fica…mas estou deixando a perguntinha aí do lado direito pra quem ainda não votou ou novos visitantes.

This is my first post in Portuguese, as it was technically a draw with “Either”, and I think it will help my family to follow it, but I am still leaving the poll on the right hand side of the blog so people who hasn’t done so can vote :) And remember, if you don’t speak Portuguese you can always use the translator feature on the sidebar as well…

E que melhor maneira de começar a postar em Português do que fazendo a crítica  do livro – que por enquanto só é disponível em Português, infelizmente – de uma grande amiga minha, a Fernanda França?

Eu queria explicar um pouquinho sobre a Fernanda e a nossa amizade… Mas isso fica pra outro post, porque isso trará lembranças sobre a Lu também, e muitas outras histórias do tempo do colegial :)

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Nove Minutos com Blanda

Eu li o livro em 2 dias, na praia, enquanto estava de férias no Brasil. Isso mesmo, dois dias! No quarto do Hotel onde ficamos não tinha televisão então substituí a sessão da tarde pela doce história de Blanda.

E foi isso mesmo o que senti lendo o livro, que estava assistindo um filme da sessão da tarde. Blanda conseguiu me capturar com sua divertida história… Me identifiquei com ela nos momentos que quanto mais as coisas davam errado, mais atrapalhado tudo ficava, e conseqüentemente tudo mais errado ainda… :-D

Não vou contar o final, se as coisas deram certo ou não, e como Blanda chega lá pra não estregar o livro pra quem fôr ler, mas posso dizer que os dois dias na praia foram ainda melhores com essa leitura em mãos.

Recomendo para adolescentes, mulherada que gosta de chick-lit e fãs de Sex and the City, Friends, e aquele bom e velho filme água-com-açucar

"A dor é inevitável, o sofrimento é opcional"

What do I talk about when I talk about running

Já que estamos falando de livros, vou deixar registrado o outro livro que eu li… Foi presente de aniversário do Mr. J pra mim, mas infelizmente, só tem em inglês no momento (não acredito que não foi traduzido ainda com a onde que está no Brasil de todo mundo correndo!). Traduzindo o título ao pé da letra, seria “Sobre o que eu falo quando eu falo sobre correr”.

Quando Haruki decidiu se tornar escritor, ele percebeu que precisaria alguma coisa para mantê-lo ativo. Optou pela corrida! Correu maratonas, ultra-maratonas e participou de triathlons. Esse livro é um diário (meio que como ler um blog) sobre um ano inteiro de treino, provas e sobre a experiência dele de ser escritor.

Gostei de umas partes do livro, quando eu vi que não sou só eu que sofro pra correr e perseverar, das dicas de como superar as barreiras – principalmente durante as provas – e do modo que ele escreve.

Mas não gostei muito do fato de ser um livro muito centrado no autor, algumas histórias são longas e parecem ser um pouco egocêntrico, como se ele se esquecesse que estaria conversando com os leitores mesmo.

Recomendo pra quem tem o hábito de correr, querem começar a correr ou simplesmente tem curiosidade de saber pelo que passa quem gosta de correr :)

No momento estou lendo o livro favorito de Mr.J, O Sol é pra todos (To Kill a Mockingbird).

Notinha: Chegou a carta do Home Office aprovando a minha cidadania! Escreverei sobre a alegria que isso foi em outro post :)

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